Esse eu que sou hoje é, de longe, o que eu menos gosto.
Talvez tenha ficado um pouco confuso, mas espero que tenham compreendido a essência do que eu quis passar. Vou explicar melhor no texto, mas me agradava a ideia de começar o texto com uma frase explicativa. Funcionou?
Apesar de algumas coisas boas estarem acontecendo comigo, neste momento gosto de pensar em quando eu estava em outro lugar, com outras pessoas. Prefiro fugir, me transportar. É mais fácil.
Nas ruas desapareço sob alguma roupa que diz algo sobre mim e meus fones de ouvido. Em casa, desapareço dentro do notebook, transbordando em séries e textos e baboseiras.
Gosto mesmo é de ficar calado, ouvir uma boa música e fingir que ainda vivo, de alguma forma (ou em algum lugar?), momentos que já vivi.
Ao invés de escolher qual carro eu preciso comprar, gosto de lembrar do agradável sacolejar dos dois ônibus que me traziam da ETE Jorge Street de 2004 a 2006. Acordar cedo era uma dádiva nessa época e hoje é um tormento (ok, não era, mas chegar lá e ser recebido pelos amigos compensava demais). As pessoas daquela época me faziam rir de verdade, mesmo às 7h. Hoje, me pedem relatórios com prazos e números que, sinceramente, pouco me importam.
A necessidade de me relacionar com pessoas desinteressantes com o passar dos anos me tornou tão desinteressante quanto (quase) todos. Porque, afinal, as pessoas são praticamente obrigadas a se relacionar com as outras emocionalmente? Por que há essa pressão, essa importância exacerbada? Eu gostava mesmo era das minhas paixões infantis que compartilhava apenas com a minha mente e uma folha de caderno. Aquelas que perdi a cada final de ano letivo, porque não via mais a menina ou porque trocava de caderno. E só. Sem obrigações, sem nada. Só eu e o meu sentimento numa cabeça e numa folha de papel. Nós. Amor.
Também preferia economizar meses e meses para saber qual uniforme compraríamos para o time da rua a abrir uma conta poupança para juntar dinheiro. Por que juntamos dinheiro, qual a finalidade disso? Sério, passo 12 meses trabalhando para que uma porcentagem do dinheiro que eu suei para ganhar fique guardada, "acumulando". Cara, isso soa muito imbecil.
Gostava de ir à escola encontrar meus amigos, no Garcia, no Aristides. Na ETE. Fiz amigos fantásticos nessas escolas, um ou outro levo até hoje, no peito ou na memória.
Eu sei que as coisas não voltam, eu sei também que as responsabilidades que citei são normais. Coisas de adultos. E aprendi também que imbecilidade e "coisas de adultos" deveriam ser sinônimos.
A grande questão é conciliar o conhecimento com o comportamento. Não consigo me adaptar a tudo isso que vivi, aprendi; e é muito mais fácil viver no meu próprio mundo.
Oh! De um lado esse carnaval
De outro a fome total
Bom, vocês já sabem o que eu penso sobre o carnaval desde esse post aqui.
Espero que vocês tenham curtido bastante o carnaval, seja viajando, seja descansando. Eu descansei, mas preferia ter trabalhado desde que envolvesse aquilo que gosto de fazer. Triste sina.
Passei parte do feriado gripado e mandando currículos hahaha.
A atualização serve mais pra dizer "oi, pessoal, tô aqui ainda, vivão, leiam meu blog peloamordedeus".